Moçambique/Gaza: Fábrica de Processamento Adquire Excedentes de Arroz em Chókwè

Publicado no dia 22 de Abril de 2021, Agência de Informação de Moçambique
O Ministro moçambicano da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, garantiu Quarta-feira, em Maputo, que a Fábrica de Processamento do Complexo Agro-industrial do Chókwè, na província sulista de Gaza, está a Adquirir Excedentes de Arroz, como forma de suprir os problemas de falta de mercado para este cereal.
A medida anunciada no parlamento surge como solução para o problema da falta de mercado, revelado semana passada pelos produtores de arroz do Regadio de Chókwè, apoiados pelo Projecto Sustenta.
Na semana passada, produtores de arroz apoiados pelo Projecto Sustenta, no Regadio do distrito de Chókwè, reclamaram da falta de mercado para a comercialização de toneladas daquele cereal. Trata-se, entre outros grupos, de mulheres da Associação Ahikhomeni Vavasati, que incrementaram a produção de arroz, nos 71 hectares que exploram, mas não tinham acesso ao mercado.
O problema já passou para o passado, segundo anunciou o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, na sessão de respostas às perguntas formuladas ao Governo pelos deputados da Assembleia da República. A solução encontrada passa pela aquisição de todos os excedentes de arroz, pela fábrica do processamento pertencente ao Complexo Agro-industrial do Chókwè, uma unidade fabril que estava inoperacional há mais de três anos.
“A fábrica de processamento de arroz CAIC (Complexo Agro-industrial do Chókwè) voltou a operar, sendo que irá absorver toda a produção de arroz do distrito de Chókwè”, introduziu o titular da pasta da agricultura, detalhando que “está em curso ou iniciou a aquisição de toda esta produção, depois de uma negociação que levou alguns dias, devido ao preço do arroz e, neste momento, a CAIC está a comprar o arroz a 17,5 meticais à porta da machamba, contra os 14,5 meticais da campanha passada”.
Celso Correia falou ainda dos ganhos que o projecto SUSTENTA já trouxe, sete meses após o lançamento e apelou ao combate daquilo que chama de negativismo em relação à agricultura. “Temos que acreditar e valorizar as nossas conquistas”, defende o ministro, para quem “o negativismo que se tenta transmitir à prática da agricultura deve ser combatido. Como sabem, a nossa base produtiva familiar está envelhecida e o sucesso da agricultura passa, assim, pela adopção de políticas que vão muito além do que as sectoriais”.
A reactivação da fábrica que está a comprar excedentes de arroz em Chókwè completa a terceira cadeia de valor impulsionada pelo Sustenta, depois da inauguração de uma unidade de processamento de Banana, em Moamba, província de Maputo e a fábrica de processamento de Malema, na província de Nampula.

SUSTENTA TRAZ GANHOS À PRODUTIVIDADE
Na sua intervenção no parlamento, Correia falou ainda do sucesso da primeira campanha agrícola, que teve uma contribuição significativa do programa Sustenta, cujos resultados também se verificam na melhoria das comunidades envolvidas.
“Só nesta campanha agrícola, o Governo integrou cerca de 200 mil famílias na cadeia de valor, isso em 109 distritos de todo o território nacional, uma acção que possibilitou auto-emprego a igual número de famílias”, disse Celso Correia.
O titular da pasta de Agricultura apontou para a subida do nível de uso da semente certificada de 2.700 para mais de 5.000 toneladas. Para além disso, o governante notificou a introdução de três novas linhas de crédito acessíveis, uma para os pequenos produtores, outra para os comerciantes e a última para a agro-indústria.

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