Sector de pecuária quadruplica o investimento na aquisição de vacinas

O SURTO da febre aftosa que afecta o país, desde finais do ano passado, obrigou o sector da pecuária a quadruplicar o investimento na aquisição de vacinas para imunização do gado.
Nos últimos anos, as autoridades veterinárias investiam anualmente 22 milhões de meticais na compra de doses para administrar em animais das zonas propensas à ocorrência da doença. Este valor aumentou para 118 milhões de meticais, este ano, na sequência da eclosão e alastramento da febre aftosa nas províncias de Tete, Nampula, Inhambane, Gaza e Maputo.
Segundo Américo da Conceição, director nacional de Veterinária, o alastramento da doença deveu-se à falta de colaboração dos criadores e comerciantes que ignoraram as medidas de restrição de movimento de animais e carnes das zonas afectadas para as regiões livres.
“Inicialmente, a febre estava circunscrita à província de Tete e houve quem transportou gado infectado para Mogovolas, em Nampula. Depois tivemos movimento de gado de Gaza, numa zona infectada, para o distrito de Panda, em Inhambane, e o mesmo sucedeu entre Tete e Manica”, disse.
Conceição, que tem vindo a interagir com marchantes das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, explicou que a responsabilidade pelo alastramento da doença deve ser compartilhada pelos vários intervenientes, incluindo as autoridades veterinárias.
“Durante muito tempo deixamos de fazer um controlo cerrado da circulação de animais e carnes nas estradas nacionais. O resultado que obtivemos foi o alastramento da doença, porque não fomos rigorosos quanto à inspecção do transporte de gado e carne”, acrescentou a fonte.
Refira-se que, neste momento, as autoridades veterinárias estão a preparar a segunda fase de imunização do gado contra a febre aftosa e adquirir doses para realizar a vacinação de rotina nas zonas propensas à ocorrência da doença.
Ao todo, o Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) precisa de um milhão de vacinas, metade das quais em processo de aquisição no Botswana e para a outra parte solicitando apoio do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).
A aquisição das vacinas acontece numa altura em que mais de 138 mil animais foram vacinados, de um total de 458 mil que se espera que sejam abrangidos no processo.
Fonte da Direcção Nacional de Veterinária (DINAV) explica que a segunda fase de imunização vai cobrir as zonas onde foi decretada a proibição do movimento de animais e carnes, bem como as regiões adjacentes, num raio de 50 quilómetros dos distritos afectados pela febre aftosa.
Esta febre é uma doença viral altamente contagiosa de ruminantes e suínos, causada por sete serotipos do vírus do gênero “Aphthovirus”. Os serotipos mais comuns para Moçambique são SAT 1, 2, 3 e O. As zonas Sul e Centro do país são as que têm sido mais afectadas pelos surtos da febre aftosa.

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