PR quer mais sinergias nacionais para acabar com a fome no país

O Presidente da República escalou o distrito de Balama, há cerca de 300 km da cidade de Pemba, na província de Cabo Delgado, para orientar a cerimónia central de lançamento da campanha agrícola 2018/2019.
Mas antes, visitou o regadio de Chipembe que foi reabilitado e volta a produzir, 33 anos depois de ter ficado paralisado.
Depois visitou esta feira agropecuária onde estavam expostas as potencialidades produtivas da província de Cabo Delgado.
E no local do comício popular, Filipe Nyusi falou do papel da agricultura na redução da fome, tendo dito que nos últimos anos reduziu a insegurança alimentar no país.
“Moçambicanos, vamos concentrar as nossas sinergias para aumentar a produção para que não haja fome em Moçambique” exortou o Presidente da República, durante um comício popular em Balama.
O Chefe de Estado destacou os avanços registados nos últimos anos no que há insegurança alimentar diz respeito, mas disse que é preciso fazer ainda mais.
“Dados em nosso poder dizem que nos últimos anos conseguimos reduzir a insegurança alimentar de 50% para 25%. O desempenho do sistema agrário melhorou substancialmente na produção dos alimentos, concorrendo para a redução dos níveis de insegurança alimentar, de 1400 mil pessoas em 2016, para 531 nil pessoas em Agosto de 2018” disse.
O estadista mencionou os produtos que mais contribuíram no aumento da produção, com destaque para o milho, hortícolas e mandioca.
“Nas raízes e tubérculos o crescimento foi de 50%, fruto de variação de cerca de 10 milhões de toneladas na campanha de 2014/5para cerca de 15 milhões na presente campnaha, com destaque para mandioca, perspetivando-se para 2019, o início de processamento da mandioca para produção do pão com recurso a tecnologias modernas” revelou.
Mudanças climáticas alteram calendário
As Mudanças climáticas estão a alterar o calendário agrícola em Moçambique, onde a maior parte dos produtores depende exclusivamente das chuvas.
A informação foi avançada na cidade de Pemba, pelo Ministro de Agricultura e Segurança Alimentar, Higino de Marrule.
Segundo o Ministro, a situação agravou se nos últimos dez anos, devido aos efeitos das mudanças climáticas.
Entretanto, para adaptar-se às mudanças climáticas, e evitar a fome resultante da fraca produção, o governo vai intensificar o uso de sistemas de aviso prévio com base nas previsões meteorológicas.
Em condições normais, a campanha agrícola em Moçambique decorre de Outubro a Março, no entanto, nos últimos anos, tem sido difícil acertar o calendário, devido a queda irregular das chuvas.

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