Balanço positivo do subsector do caju para a campanha 2016/2017

Subsector do caju regista crescimento global de 6,6%, e uma produção de 130 mil toneladas da castanha de caju e prespectiva boa campanha que se avizinha.
Este facto foi anunciado durante a reunião Anual do Instituto do Fomento do Caju (INCAJU), que esta decorrer desde o dia 27 com seu término agendado para o dia 29 de Junho corrente, na província de Inhambane no distrito de Maxixe, onde Subsector do caju, faz um balanço positivo das actividades inscritas para campanha 2016/2017, visto que as realizações fixaram-se na ordem de 92% e o crescimento global do subsector foi de 6,6%, acompanhado com a produção de cerca de 130 mil toneladas da castanha de caju.
Segundo o Directo Nacional do INCAJU, Ilidio Bande “este desempenho abaixo do planificado, é devido pelas intemperes como o ciclone Dineo, que derrubou cerca de 30% do cajual da província de Inhambane, ventos fortes e queda de granizo que fustigaram as províncias de Maputo e Gaza, na zona centro e norte, a queda irregular das chuvas e variação da temperatura, comprometeram a produção.
Por outro, a estabilidade economica (metical estavél, inflação aceitavél), e o crescimento económico do país, obrigaram o INCAJU a esforçar-se nas suas componentes como a produção e distribuição de mudas de cajueiros, tratamento quimíco, comercialização da castanha/processamento e apostar na massificação da produção de macadamia”.
A metas global da campanha 2016/2017, que compreende a produção, distribuição de mudas enxertadas, alcançou-se uma sifra de 3,9 milhões, contra 4,2 milhões projectados, que representa uma realização desta componentes em 93% e equival um crescimento de 14% comparado com a campanha anterior. Por seu turno, o processo de pulverizações ou tratamento quimíco, não foi para além de 70% de realização, menos 19% em relação da campanha 2015/2016.
Já a comercialização da castanha de caju registou até ao momento 139 mil toneladas que representam 116% do que estava planificados e que confere para a balança de pagamento do País de cerca de 130 milhões devido a exportação da castanha do caju para o mercado internacional.

A cultura do caju envolve em todo País cerca de 1,4 milhões de familias produtores das quais tem nesta cultura sua principal fonte de receitas e esta produção está a registar crescimento assinalavél, cuja média nas ultímas três campanhas se situa acima de 130 mil toneladas/ano, e a capacidade de processamento interno é de cerca de 50 mil toneladas, garantindo deste modo mais de 14 mil posto de trabalho permanente.
Para o subsector, esta campanha 2016/2017, foi a melhor nas ultímas décadas. Contudo, há desafios como a revisão do preço da castanha do caju comprado ao produtores que é muito baixo, comparado com os paises produtores desta cultura em África (pesa embora houve evolução significativa deste de 26 m/kg para 59/kg mt na campanha 16/17), exploração de novas áreas a norte da província de Gaza, Inhambane, Manica, Tete e Niassa; aumentar a população de mudas, melhor, monitorar a sua distribuição aos produtores e a produção de sementes polyclonal para não depender apenas de mudas enxertados e abrangir mais produtores.
“Se o contexto macroeconomico actual prevalecer e o clima não registrar grandes variações, é de espertar uma campanha 2017/2018, muito boa nas suas multiplas componentes onde as projecções da comercialização são de 149 mil toneladas”.-disse o Director do INCAJU.

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