Para reduzir indices de desnutrição, Nampula introduz novas variedades de batata-doce

O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), em parceria com a organização não-governamental Feed The Future (FTF) e a Agência Dos Estados Unidos para o Desenvolvimento dos Estados Unidos (USAID) estão a introduzir 15 variedades de batata-doce melhoradas, na província de Nampula, na região norte, para combater os elevados índices de desnutrição.
As novas variedades incluem “Cecília e Melinda”, que estão a ser introduzidas em 16 distritos das províncias de Nampula e Zambézia, através de uma iniciativa designada por VISTA.
Durante a sua vigência o projecto VISTA vai beneficiar 102 mil famílias e indirectamente outras 375 mil que terão acesso a ramas das novas variedades de batata-doce, conhecimentos e habilidades.
O projecto é implementado pelo Centro Internacional de Batata, em parceria com o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique, na base zonal nordeste em Nampula.
Dados fornecidos pelo chefe do Serviço Provincial de Agricultura, na Direcção provincial de Agricultura e Segurança Alimentar, Joaquim Tomás, indicam que a desnutrição crónica afecta 50,1 por cento da população em Nampula, dos quais 43 por cento são crianças com menos de cinco anos de idade.
O gestor do VISTA, em Nampula, Michael Herman, disse em entrevista à AIM que o projecto já chegou aos 16 distritos abrangidos e 150 centros multiplicadores deste alimento.
‘Queremos atingir mulheres grávidas e menores de cinco anos vulneráveis à subnutrição’, disse.
Explicou ainda que as variedades de batata-doce melhorada têm um forte potencial nutricional, pois são ricas em vitaminas A e C, potássio e ajudam a reforçar o sistema imunológico do ser humano.
Entretanto, a AIM soube que até o final deste ano o IIAM, projecta libertar para as comunidades mais 10 variedades de mandioca.
“São variedades de mandioca doce, do agrado da população e de consumo imediato. Exibem um bom rendimento por hectare e são resistentes a doenças”, explicou Matojo Avijala, técnico do IIAM, para de seguida acrescentar “num hectare é possível colher 20 toneladas’. (RM-AIM)

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