Caça desportiva impulsiona economia e desenvolvimento das comunidades

O Governo de Moçambique reafirmou, esta sexta-feira (10), na cidade de Maputo, o seu compromisso com o fortalecimento da economia da vida selvagem, durante a Reunião Anual de Caça Desportiva 2026, realizada sob o lema: “Fortalecendo a Economia de Vida Selvagem através da Inovação, Digitalização e Sustentabilidade em Benefício das Comunidades Locais”.

Em representação do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, o Secretário Permanente, Acubar Batista, destacou o papel estratégico da actividade cinegética como um importante motor de conservação e desenvolvimento.

“A caça desportiva, quando devidamente regulada e orientada, constitui um instrumento eficaz para conciliar a conservação da biodiversidade com o desenvolvimento socioeconómico das comunidades locais”, afirmou.

O Governo continua a apostar em reformas estruturantes, com enfoque na modernização do quadro legal, na digitalização dos processos, no reforço da transparência e no aumento do envolvimento das comunidades na cadeia de valor da vida selvagem.

Num contexto marcado por desafios como o conflito homem-fauna e a pobreza rural, a caça desportiva afirma-se como uma alavanca de transformação, promovendo a resiliência, a segurança alimentar e o desenvolvimento local.

A cerimónia foi igualmente marcada pela distinção e atribuição de Diplomas de Honra a operadores que se destacaram na época venatória de 2025, pelo desempenho, boas práticas de gestão sustentável e contributo para a conservação da biodiversidade e desenvolvimento das comunidades locais.
1. Categoria de Melhor Coutada- Coutada 11;
2. Categoria de Melhor Bloco de Caça- Bloco L8, operado pela Kambako Safaris, na Reserva Especial do Niassa;
3. Categoria de Melhor Programa Comunitário- Safaris de Moçambique, no Bloco Bawa, em Tchuma Tchato, Província de Tete
4. Categoria de Melhor Fazenda de Bravio- Sabié Game Park, na Província de Maputo.

Moçambique reafirma, assim, o papel das parcerias público-privadas na conservação e valorização do património faunístico nacional e reforça a sua ambição de se posicionar como referência africana na gestão sustentável da biodiversidade, com foco no bem-estar das comunidades.

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