O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, através do Instituto de Amêndoas de Moçambique, IP (IAM, IP) reuniu-se em Maputo com empresas fornecedoras de pesticidas para apresentar a nova abordagem de Maneio Integrado do Cajueiro (MIC), uma das subcomponentes do Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Valor do Caju 2025-2034 (PDC 2025-2034), que consiste na mudança do modelo de aprovisionamento de pesticidas para o tratamento químico de cajueiros e implementação do conceito de “cesto de opções” e princípio de pesticidas com mais de um ingrediente activo para o controlo de insectos-praga ou doenças do cajueiro.
O encontro serviu para socializar a nova abordagem do maneio integrado do cajueiro, e obter sugestões para a melhoria dos mecanismos de sua implementação, que incluem o financiamento de provedores de serviços especializados (pulverização, poda e manutenção e reparação do equipamento de pulverização), em benefício destes e, em última instância, dos produtores familiares, principais actores na cadeia produtiva do caju. A nova abordagem permite uma intervenção mais eficaz, racional e sustentável no maneio fitossanitário.
O programa estrutura-se em três componentes: investigação do caju, fomento e extensão, e comercialização e agroindústria. Esta primeira fase de implementação do PDC 2025-2034, focar-se-á na implementação das acções da componente “fomento e extensão”, subcomponente “maneio integrado do cajueiro”, que incluem a assistência técnica e monitoria.
Durante o encontro, as empresas fornecedoras de pesticidas que participaram da sessão (AgriFocus, ETC Adubos, Snow International Trading, AQI e Bayer) alertaram sobre a necessidade de celeridade na contratação de Instituições Financeiras que irão gerir as linhas de financiamento, bem como dos fornecedores de pesticidas, para acautelar eventuais atrasos no desembaraço portuário de insumos e solicitação atempada de encomendas.