MAAP REFORÇA CONSERVAÇÃO DOS MANGAIS COM INAUGURAÇÃO DE NÚCLEO EXPOSITIVO

O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), através do Secretário de Estado do Mar e Pescas, Momade Juízo, inaugurou esta sexta-feira (24) o Núcleo Expositivo sobre os Mangais, no Museus do Mar, marcando as celebrações do Dia Internacional para a Conservação do Ecossistema do Mangal que se assinala este domingo, 26 de Julho.
A cerimónia ficou igualmente marcada pelo encerramento do Projecto MangAction, uma iniciativa implementada na Baía de Maputo com o objectivo de promover a conservação e a gestão sustentável dos mangais, conciliando a protecção ambiental com o desenvolvimento económico e social das comunidades costeiras.
Ao intervir na cerimónia, Momade Juízo destacou que os mangais constituem um património natural estratégico para Moçambique, desempenhando um papel fundamental na protecção da linha costeira contra a erosão e fenómenos climáticos extremos, funcionando como berçário de inúmeras espécies marinhas de elevado valor comercial e garantindo os meios de subsistência de milhares de famílias que vivem nas zonas costeiras.
O Secretário de Estado sublinhou que Moçambique possui a maior extensão de mangais da África Oriental, com mais de 300 mil hectares, mas alertou que este património continua sujeito a fortes pressões provocadas pelas alterações climáticas, expansão urbana desordenada, corte ilegal e diferentes formas de poluição. Defendeu, por isso, o reforço das acções de conservação, restauração e gestão sustentável destes ecossistemas, com o envolvimento das comunidades, da investigação científica e de parcerias sólidas.
Referindo-se ao Projecto MangAction, o dirigente afirmou que o seu encerramento representa o início de uma nova etapa, na qual o conhecimento produzido, as experiências acumuladas e as boas práticas desenvolvidas passam a integrar o património científico e institucional do Estado moçambicano.
Acrescentou que o Núcleo Expositivo sobre os Mangais constitui um dos principais legados da iniciativa, ao disponibilizar um espaço interactivo que fortalece a educação ambiental, aproxima a ciência da sociedade e sensibiliza, sobretudo as crianças e os jovens, para a importância da conservação dos ecossistemas aquáticos.
Por sua vez, o representante da Cooperação Italiana, Eugenio Rotundo, afirmou que o Projecto MangAction demonstrou que a conservação dos mangais só produz resultados duradouros quando está associada ao desenvolvimento económico e social das comunidades.
Segundo explicou, durante a implementação da iniciativa foram apoiadas actividades geradoras de rendimento nas áreas da pesca, aquacultura, agricultura, avicultura e turismo sustentável, promovendo alternativas económicas capazes de reduzir a pressão sobre os recursos naturais e melhorar as condições de vida das populações.
Rotundo destacou igualmente a restauração de 8,61 hectares de mangal na Matola, realizada em parceria com associações comunitárias legalmente constituídas e capacitadas para dar continuidade às acções de conservação. Referiu ainda que o projecto reforçou a investigação científica através da cooperação entre a Universidade Eduardo Mondlane e a Universidade La
Sapienza de Roma, valorizou o património natural e turístico da Ilha de Inhaca, promoveu o diálogo entre instituições, comunidades e parceiros e deixa como um dos seus principais legados o Núcleo Expositivo sobre os Mangais, concebido para sensibilizar as novas gerações sobre a importância da preservação deste ecossistema.
Integrado na exposição permanente do Museus do Mar, o novo Núcleo Expositivo sobre os Mangais disponibiliza módulos interactivos e conteúdos educativos que reforçam a literacia ambiental, promovem a investigação científica e sensibilizam os visitantes para a conservação e o uso sustentável de um dos mais importantes ecossistemas costeiros de Moçambique, contribuindo para a protecção da biodiversidade, o fortalecimento da economia azul e o desenvolvimento sustentável do País.

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