MAAP e banca discutem condições de financiamento para o maneio integrado do cajueiro

O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), através do Instituto de Amêndoas de Moçambique, Instituto Público (IAM, IP), manteve encontros com instituições financeiras com vista à definição de mecanismos de financiamento para os actores da cadeia de valor do caju, com destaque para os provedores de serviços especializados.

No total, foram realizados dois encontros na cidade de Maputo, entre os dias 6 e 23 de Fevereiro do corrente ano, que contaram com a participação de representantes da GAPI-SI, Moza Banco, BCI, Access Bank, ABSA, BNI e Millennium BIM.

Nas reuniões foi patilhada a proposta de operacionalização do maneio integrado do cajueiro, no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Valor do Caju 2025–2034 (PDC 2025–2034), e recolhidas contribuições das instituições financeiras que irão permitir o aprimoramento dos mecanismos de implementação do referido programa.

O maneio integrado do cajueiro prevê, para o ano de 2026, a pulverização de mais de 12 milhões de cajueiros, abrangendo mais de 302 mil produtores beneficiários directos em todo o país. Entre os potenciais beneficiários das linhas de financiamento propostas constam produtores comerciais, provedores de serviços de pulverização, agrodealers, bem como provedores de serviços de manutenção e reparação de equipamentos de pulverização.

No quadro desta abordagem, o IAM, IP propõe-se a liderar o processo de planificação, criar linhas de financiamento, coordenar o financiamento dos actores da cadeia de valor do caju, bem como assegurar a assistência técnica, a monitoria e a avaliação.

Por seu turno, às instituições financeiras caberá a operacionalização e/ou gestão das linhas de financiamento, dentro das suas capacidades, observando as condições sugeridas pelo IAM, IP, na qualidade de entidade reguladora e implementadora do PDC 2025–2034.

Intervindo na ocasião, o Director-Geral do IAM, IP, Ilídio Bande, sublinhou que o PDC 2025–2034 visa impulsionar o desenvolvimento sustentável da cadeia do caju, contribuir para o aumento da produção, da produtividade e da melhoria da qualidade da castanha de caju. Acrescentou ainda que o programa irá reforçar a investigação, o fomento e a agro-indústria, com impacto directo no aumento da renda dos produtores e na geração de oportunidades de emprego.

O sucesso desta iniciativa é considerado um passo estratégico para o relançamento do subsector do caju, prevendo-se o aumento da produção das actuais 195 mil toneladas de castanha de caju para mais de 760 mil toneladas num período de 10 anos, com impacto directo na economia rural e no bem-estar das comunidades produtoras.

Artigos relacionados